Greve fecha escolas e creches municipais pelo segundo dia no interior de SP; entenda
Greve de terceirizados da limpeza mantém escolas municipais fechadas em Araraquara As creches e escolas municipais de Araraquara (SP) estão fechadas nesta quint...
Greve de terceirizados da limpeza mantém escolas municipais fechadas em Araraquara
As creches e escolas municipais de Araraquara (SP) estão fechadas nesta quinta-feira (10) devido à greve dos trabalhadores terceirizados responsáveis pela limpeza das unidades.
A paralisação ocorre em meio a uma negociação entre a Prefeitura e a empresa Soluções, responsável pelo serviço, que cobra R$ 5 milhões em pagamentos atrasados.
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A greve começou na quarta-feira (9) e afeta todas as escolas e creches municipais da cidade. Segundo a Prefeitura, o município ofereceu para a empresa R$ 1 milhão, dividido em duas parcelas de R$ 500 mil. Até o momento, não houve acordo.
De acordo com a Prefeitura, a dívida com a empresa Soluções chega a R$ 13,5 milhões, sendo R$ 9 milhões referentes à gestão do ex-prefeito Edinho Silva (PT). O valor total da dívida foi informado nesta segunda-feira (14).
A assessoria do ex-prefeito contesta o valor e afirma que, em 31 de dezembro de 2024, havia R$ 2,2 milhões em despesas empenhadas e liquidadas para a empresa, por serviços realizados e atestados. A nota também afirma que não houve paralisação dos serviços durante os oito anos da gestão Edinho. (Veja nota abaixo)
Escolas e creches de Araraquara fecham após greve por falta de pagamento
Reprodução EPTV
Impasse
A Prefeitura deu 24 horas para a empresa responsável pela limpeza das escolas e creches responder à proposta de pagamento da dívida. Caso não haja acordo, o município pretende rescindir o contrato e contratar cooperativas emergencialmente para retomar o serviço na sexta-feira (11).
A Prefeitura informou nesta sexta-feira (11), que os Centros de Educação e Recreação (CERs) funcionam a partir das 13h, com exceção de três unidades da zona rural, que ainda organizam as equipes.
As escolas de ensino fundamental permanecem sem atendimento, enquanto a limpeza é reorganizada. Os serviços de saúde funcionam normalmente.
Segundo o secretário de Governo, Leandro Guidolin, caso a empresa não aceite a proposta, a Prefeitura deve acionar cooperativas para assumir emergencialmente o serviço por 60 a 90 dias, período previsto para a realização de uma nova licitação e contratação de outra empresa.
"A gente espera uma resposta, fizemos uma notificação oficial ontem por volta de oito horas, que a empresa tem 24 horas para responder. Caso ela não responda, nós vamos rescindir o contrato unilateralmente e vamos convocar cooperativas que nós já estamos em tratativa para que assumam o serviço de forma emergencial”, disse.
Cooperativas
A expectativa é de que pelo menos 40 profissionais de cooperativas sejam destinados inicialmente à rede de ensino.
Ainda não foi definido, porém, quais escolas e creches poderão voltar a funcionar nem se a retomada será suficiente para reabrir toda a rede.
Nesta sexta-feira (11), a Prefeitura informou que não houve acordo com a empresa Soluções e que vai contar com cooperativas para reorganizar, em caráter emergencial, os serviços de limpeza.
Negociação
A empresa cobra R$ 5 milhões em uma única parcela. Segundo o secretário de Governo, a Prefeitura não tem condições de fazer esse pagamento e propôs repassar R$ 500 mil imediatamente e outros R$ 500 mil ainda neste mês.
O município também se comprometeu a manter o pagamento integral do contrato até dezembro e iniciar, a partir de janeiro, a amortização da dívida.
“É óbvio que a prefeitura não tem esse dinheiro. Se nós tivéssemos, nós teríamos pago ele”, afirmou o secretário.
Unidade de saúde não foi afetada
A Unidade de Saúde do Melhado, que também conta com trabalhadores terceirizados de limpeza, não havia sido afetada pela paralisação até a manhã desta quinta-feira (10).
Segundo a Prefeitura, profissionais estão sendo deslocados entre as unidades para garantir a manutenção da limpeza enquanto o impasse não é solucionado.
Nota da assessoria do ex-prefeito Edinho Silva
'Lamentamos mais um episódio que evidencia a incapacidade de gestão do governo Lapena, com famílias prejudicadas pelo fechamento de creches e escolas. Repudiamos também a tentativa recorrente de atribuir ao governo anterior problemas que são de responsabilidade da atual gestão.
A empresa Soluções presta serviço continuado à Prefeitura e, durante os oito anos do governo Edinho, nunca houve paralisação dessa natureza, apesar das dificuldades financeiras também enfrentadas.
Em 31 de dezembro de 2024, havia R$ 2.216.489,15 em despesas empenhadas e liquidadas, referentes a serviços realizados e atestados, contrariando números divulgados pela atual gestão.
Esse valor está dentro da normalidade em despesas continuadas que acontecem todos os meses. O orçamento da Prefeitura de Araraquara está na casa de R$ 1,6 bilhão.
Após quase dois anos de governo, Araraquara precisa de menos justificativas e mais gestão. É hora de assumir responsabilidades e resolver os problemas da população.'
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